Thorbecke

A humanidade articula-se sob o cenário da tendência caótica do universo, notável em todos os lugares e períodos históricos. S. Hawking explica este fato pela paralelidade de expansão e tempo cronológico.

Steve Hawking

Até o século XVI as normas da civilização ocidental eram derivadas, quase que exclusivamente, da Bíblia e dos escritos de Aristóteles. A descoberta da América introduz novos elementos neste sistema.

O contato com os índios foi importante no desenvolvimento da Democracia, na Revolução Francesa etc. sob impulsos de humanistas ingleses e franceses. Todavia, o modelo platônico-aristotélico e o cristianismo, permaneceram como fontes normativas da civilização.

Pelo Principio da Reflexividade, este processo é diversificado, secularizado e institucionalizado. Dai, vem o alto grau hierárquico da erudição e intelectualismo, tomados como meios de ligação a fonte metafísica.

Em Aristóteles, isto levou a desvalorização do trabalho artesanal, da educação e cultura não literatizadas. Mais claramente, é formulado por Sêneca, ao denominar como artes vulgares e sujas (artes vulgares et sordidae) o trabalho de operários e artesões. Coloca o filósofo no topo desta hierarquia (artes liberales)

Nesse sentido, reformas na civilização significam basicamente a reforma no significado de cada momento e seu uso. Suas vantagens são uma vida mais equilibrada, menos problemas, tragédias e violência. Relação mais amadurecida e responsável com os resultados das ações.

Um exemplo de reforma foi à relativização da metafísica no século XIX. Todavia, principalmente na Europa, ainda impera o modelo platônico-aristotélico. Ressalta-se na orientação normativa da sociedade e cultura. A criatividade tem função meramente acessória.

A cultura brasileira oferece recurso para esta reforma. São proto-componentes encontrados na população. Propusemos na EPI II o desenvolvimento da criatividade como ferramenta desta reforma.

Assim, obras artísticas podem ser fatores e modelos de equilíbrio, como integração do natural e cultural, subjetivo e objetivo, possível e necessário. Impulsionam o paradigma da integração incrementativa.

Constantin Huygens

Estendem o aristotelismo, com consequências ecológicas. Ao mesmo tempo, a Mimesis (Imitação), constante em todas as concepções artísticas, desde a Antiguidade, é proposta como reconstrução de práticas e poiéticas, sob regência de atividades diretoras. Seus modelos exemplares iniciais são obras, sob o desenvolvimento proposto da criatividade.

Este conceito pragmático-instrumentalista de Beleza pretende ser aprimorado. Estimula reformas.

No Brasil, acontecimentos culturais são recursos potencialmente reformistas. Nesse sentido, é necessária a formulação de conceitos que descrevam como componentes característicos da cultura e práticas cognitivas habituadas interferem diferenciadoramente.

Este aspecto sugere a Estética como meio de ligação entre arte, cultura, tecnologia e ecologia.

Estes são alguns signos e possibilidades. Com a Epistemologia Pragmática-Instrumentalista, propusemos ferramentas básicas. A EPI II os desenvolve plenamente.

 

J. Vermeer, Het straatje , 1658

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