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O processo aferente-eferente, proposto por Herbert Witzenmann, associado à concepção da progressão criativa de A. N. Whitehead, são de grande valia na formulação dos conceitos de “relacionamento” e “continuidade”, de extrema importância na Lógica e Epistemologia.

Pensando integrativamente às consequências filosóficas da Mecânica Quântica, surgem possibilidades bastante interessantes. Vamos acompanhá-las.

Bertrand Russell resume tais mudanças. Aristotelicamente, o senso comum pensa o mundo composto por “coisas” e “objetos,” no espaço, com determinada duração temporal. Por sua vez, as coisas ou objetos são formados por partículas microscópicas, novamente “coisas” microscópicas.

Einstein e Godel

Albert Einstein substitui as partículas por “acontecimentos” que relacionam-se, os chamados “intervalos”. De acordo com parâmetros determinados podem ser desmembrados em componentes temporais ou espaciais.

A consequência inicial é que os objetos da Física tornam-se cadeias de acontecimentos, em vez de objetos, coisas ou partículas.

Interferindo determinadas consequências, e formando conceito dispositivo com a visão da realidade, constituída de acontecimentos (events), dotados de extensão (extension), temos como resultado entidade integrativa.

Este procedimento, desenvolvido na EPI-I, ganhou denominação particular.

Na ciência clássica, os conceitos de “movimento” e “modificação” têm por base a sucessão de inúmeros momentos, infinitamente microscópicos e imutáveis. Todavia, isto impede a real continuidade.

Para Whitehead, a “última data” é sempre um acontecimento. Em sua pessoal formulação da Teoria da Relatividade, descreve tempo-espaço e matéria como abstrações de acontecimentos. São individualizações de sua universalidade.

Esta visão ele partilha com Albert Einstein.

Albert Michelson

W. Morley

 

 

 

 

 

 

 

Todavia, Einstein parte de concepções físico-matemáticas, como postulado. Assim, tece sua concepção de tempo-espaço coerente com a fórmula de Lorenz-Fitzgerald, desenvolvida a partir dos experimentos de Michelson e Morley.

Toma o acontecimento como conceito operacional, capaz de ordenar os pensamentos.

Whitehead, insiste em vê-los como realidade percebível.

Desse modo, segundo Whithead, na constante e ininterrupta continuidade dos acontecimentos, os limites apenas podem ser determinados arbitrariamente.

A quebra desta continuidade é ato intencionalmente criador de “fatos”, como acontecimentos delimitados operacionalmente.

Isto constitui a realidade com a qual nos deparamos diariamente. Este aspecto sera de grande ajuda no desenvolvimento da Teoria do Brasil.

Assim, a “awaraness” é a consciência de fatores, como elementos de fatos. Ou a consciência do fato como complexo de fatores.

Focaliza exatamente esta relação, os fatores que implicitamente tem sua essencialidade no ser admitido em um fato.

Por isso, “fatos” são “totalidades”. A sintetização de fatores. O momento em que prescindem de sua universalidade, individualizando-se em um sentido.

Além do mais, a consciência do fator possibilita a consciência de outros.

(“Fact is a relationship of factors. Every factor of fact essentially refers to its relationship within fact. Apart from this reference it is not itself. Thus every factor or fact has fact for its background, and refers itself to fact in a way peculiar to itself”.

Ela é fator na totalidade do fato que compreende-se e existe em função do percebido. “Awaraness itself is a factor within fact” .

Isto implica na correspondência e identidade entre o perceber e o percebido, como duas perspectivas da totalidade.

O modo do fator estar essencialmente acoplado à totalidade pertence ao modo como a consciência apreende o objeto. Trás em si algo da universalidade e reflexibilidade. É retrodeterminante.

Assim, a “awaraness” caracteriza-se por sua inclusividade e implicação.

Nesse sentido, a nova entidade de relações é o elemento aferente dos ínfimos acontecimentos, fatores envolvidos ou componentes do fenômeno. Esta é proposição instrumentalista.

Na EPI I esta entidade tem a função de possibilitar um modelo de compreensão da continuidade e relação, sem a necessidade de elemento central diretor ou recorrer a conceitos universalizados. É inspirativa e descritiva.

Nesse sentido, é elemento filosófico que permite pensar relações, levando em consideração avanços da Física Quântica, por exemplo. De certo modo, contorna os problemas da epistemologia que parte de objetos. Esta proposta introduz operacionalmente um elemento “idealista”, no sentido de permitir a integração ao processo aferente-eferente.

A vantagem epistemológica de pensar fatos como acontecimentos reside em sua possibilidade de continuidade e a visão como totalidade. Nada necessita ser excluído. Sugere o desenvolvimento dos conceitos de realidade e racionalidade. Sugere consequências e possibilidades inesgotáveis.

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