INTER E TRANS-SUBJETIVIDADE.

H. Poincaré

Em modo genérico, são aceitos como intersubjetivos fatos basicamente acessíveis a toda população. Todavia efetivamente acessíveis àquelas qualificadas em contexto determinado.

Exemplos são experiências religiosas e artísticas.

Igualmente são intersubjetivos fatos acessíveis à população, a partir de dimensões acessórias, como interesse, estudo, esforço etc.

Exemplos são leis e verdades lógicas e matemáticas.

Outra forma de intersubjetividade é o consenso, mesmo que de modo convencionalista.

Segundo Peter Janich a dimensão trans-subjetiva é determinada pelas extensões do conceito de prática, definido como modos de ação exercidos uniformemente, por muitas pessoas, por longo tempo, para dar conta de problemas prementes da existência.

Esta atividade, inicialmente individual, interfere, sincrônica ou diacronicamente, com atividades da população. Juntas formam a realidade em que vivemos.

Por advirem de necessidades básicas, práticas comprovam-se pela capacidade de cumpri-las. Permanentemente são testadas, sob a tensão de situações existenciais prementes. A funcionalidade atesta a trans-subjetividade da realidade.

Por isso, o trans-subjetivo é valido para todos, imediatamente, sem a necessidade de discutir premissas. Seu nível mais alto e na trans-subjetividade da ação prática.

Gisele Bündchen vestindo azul

Por exemplo, quando vemos a mulher trajando a blusa de cor azul. A mulher, a blusa, a cor são trans-subjetivos. Ou ao observarmos a criança “correndo”, ou “comendo” etc.

Sua característica é permitir a verificabilidade independente do verificador.

Nas EPIs consideramos a intersubjetividade o estágio hierarquicamente inferior a transssubjetividade.

Resumindo:

Ao observarmos um objeto, o fato de ser um livro é sua dimensão trans-subjetiva.

O conteúdo do livro, como lei cientifica, matemática ou lógica, pode tornar-se inter-subjetivo, pelo estudo detalhado.

A opinião de que o livro não seja bom, ou que a cor da capa seja feia, é subjetiva.

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