Artefato

Artefato

 

 

 

 

 

 

O pensar epistemológico acontece em dois sentidos. Forma teorias com a necessária integração de leis científicas, alargando-as. Isto constitui um sentido epistemologizante. Transcorre em âmbito simbólico, sendo a atividade mais cognitiva. Desse modo a atividade prática, e poiética, ficam ao fundo. Este sentido é mais simbólico, pela confrontação, tentativa de integração ou alargamento pela intervenção de leis científicas etc. Este é o sentido descritivo.

O sentido aplicativo acontece quando a prioridade é o emprego técnico. Transcorre pela individualização de teorias e leis, em regras prescritivas e descritivas. É mais icônico ou indicial, quando a atividade, o emprego ou transformação em tecnologia e operações de manejo ganham proeminência.

Artefatos

A lei natural é a universalização de resultados empíricos. A técnica é a individualização reproduzível. Regras técnicas baseiam-se na relação entre meios e objetivos, reproduzível deliberadamente. Sua validade advém da comprovabilidade no manejo. É válida quando funciona. Sua eficiência determina a aceitação como know-how.

Por outro lado, a capacidade técnica de reproduzir ou prever o acontecimento é o sentido da técnica e da epistemologia pragmática. A regularidade de um efeito ou processo, reproduzível tecnicamente, encontra-se igualmente na epistemologização ou na aplicação. É o grau de universalização que distingue e caracteriza a lei natural.

Assim, a validade da regra técnica depende do seu status e da regularidade do efeito ou processo bem sucedido. Esta é a condição para estilizar a lei natural para que seja deduzida de teoria ou leis hipotéticas a serem testadas em experimento.

Know how

Em resumo, o know-how distingue-se da lei natural por ser constituído de declarações prescritivas e descritivas que formulam regras poiéticas e o saber prático correspondente. Cada regra é conectada a uma cadeia de regras canonizadas. A complexidade de funções do artefato ou aparelho técnico é possível pela quantidade de tais regras canonizadas, individuais, organizadas e interventes no sistema. Juntas produzem a funcionalidade regularidade e independência espaço-temporal que caracteriza o know-how.

Assim, pode ser definido como o conhecimento das operações deflagrantes que levam a repetibilidade e aplicação localizada de uma lei: O know-how C é dependente da eficiência da regra C per B. Mais além, a regra técnica ganha validade prática e genérica quando sua fórmula prescritiva, ”try C per B” é verificada: Para ferver a água é necessário aquecê-la.

Artefato

O instrumentário pode intervir, formulando o know-how como processo e (ou) objeto, ou seja, como conceito. Este aspecto pode ser desenvolvido.

A tarefa dos engenheiros é, nesse sentido, transpor o sucesso de experimentos em peças correspondentes e aprimorar sua funcionalidade. Por exemplo, o condensador é o resultado do refinamento de experiências com placas

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