Segue abaixo um trecho, da Teoria do Brasil, com a origem da Espiritualidade, de modo geral, e especificamente no Brasil

Pitágoras 570 / 495 a.C.

Vem do Pitagorismo a crença no espírito como fonte, implícita, de verdades absolutas (V. Mitelstrass, Vol III, p. 412).

Iamblichos (V.  Über das pythagoreische Leben) “ afirma que o conhecimento teológico de Pythagoras adveio dos Órficos.

Segundo esta tradição, caso a alma não alcance em vida a purificação que a levaria a livrar-se do corpo, seria castigada. Teria de encarnar novamente e ter uma vida infeliz (V. Mitelstrass, Vol. II. p. 1097).

Syrianos’, um famoso aluno de Proklos, afirma que toda a sabedoria teológica dos gregos adveio dos Órficos.

Através de Platão, mais tarde Plotin, chegou aos tempos modernos. Por exemplo, nos Epos de Homero encontra-se a concepção segundo a qual homens e animais possuem alma imortal, responsável pela  vida.

A partir do Helenismo, o Mito de Orfeu foi introduzido e integrado também ao judaísmo, por judeus helenizados.

Difundiu-se, intensivamente, ao longo da Idade Média, até os dias atuais.

Espiritistas diferem de Cristãos por ver na relação direta com espíritos a fonte original da relação com Deus, em vez da Bíblia.

Também entre Muçulmanos encontram-se correntes, como o Sufismo, que acreditam na comunicação com espíritos.  O Espiritismo, da linha de Allan Kardec, enfatiza a reencarnação. O Brasil e o pais onde tem maior difusao.

As tradições místicas cristãs são essencialmente de natureza filosófica-especulativa. A visão de Deus como “intellectus agens” advém de Aristóteles.

Assim, o intelecto humano é visto como instrumento para o conhecimento de Deus (cogito). Todavia, dada a imperfeição do homem, impõe-se um “desiderium” que expressa-se em desejos, afetos e instintos básicos.

Uma vez que a pura intelectualidade não tem acesso a divindade, são necessárias práticas acessórias: Orar, contemplar e aprofundar-se na  imagem do Jesus crucificado etc.

Nota-se a origem órfica, de certo modo modernizada. Entre os órficos o corpo era o tumulo da alma, representação do mal, que impedia sua elevação a divindade. Dai, a absoluta liberdade do espirito.

Esta concepção influencia Platão. Através do neoplatonismo de Plotin chega a Augustinus. Ganha lugar na teologia e prática cristãs, mais além, nas sociedades ocidentais católicas, como no Brasil. (V. Mitelstrass, Vol. III, p. 1097).

De acordo com a forma de Mística ou religião, o processo de libertação da alma é operado por diversas práticas.

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Edson de Melo
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