Teoria da Relatividade

A Teoria da Relatividade, genérica e específica, de Albert Einstein, exemplifica aspectos do processo aferente-eferente.

Sua formulação rechaça e substitui o elemento eferente do tempo e espaço. (V. Fischer e Munowitz).

Trata-se de exemplo clássico e ousado de transladação.

O rechaçamento de elementos eferentes, fundamentais em nossa visão do mundo, com longa e intensa habituação, têm status superior. Pois, sustentam nossa Lebensform, fundamentos na dimensão trans-subjetiva, com suas consequências lógicas, experimentais e seu papel heurístico.

O ato de substituir elementos eferentes tão importantes é de extrema responsabilidade. Os procedimentos de Albert Einstein são modelo e exemplo para analogias e homologias ousadas e bem sucedidas. Propomos dois procedimentos heurísticos:

1 – A introdução de observador pragmático, como intermediário entre observações que temos à disposição e aquelas idealizadas, necessárias aos propósitos heurísticos.

Albert Einstein

Por exemplo, o observador que viaja ao lado do feixe de luz, no experimento pensamental de Einstein, na mesma velocidade. A introdução desta situação existencial possibilita pensamentos correspondentes. Como este observador viria o feixe de luz? (V. Bührken, p. 91).

2 – Contestando a lei de Galileu Galilei, segundo a qual as velocidades relativas dos corpos somam-se, Einstein observou que a velocidade da luz permanece constante, mesmo quando medida em diferentes velocidades relativas.

Supõe que em velocidades próximas a da luz, a lei de Galileu perde gradativamente a validade.

Mais tarde, conclui que o tempo modifica-se, de acordo com a velocidade, embora seja inviável sua observação em baixa velocidade. (idem. p. 92 e Einstein, Zur Elektrodynamik bewegter Körper, em “Annalen der Physik“. Este escrito ficou mais tarde conhecido como a “Teoria da Relatividade“).

Aí, nota-se a exata fantasia conceitual que mais tarde viria a confirmar-se espetacularmente. O elemento aferente é composto pelo eferente, e vice-versa, em movimento elíptico, lógico, imaginativo e realista. Uma característica dos modos cognitivos de Albert Einstein. Ao mesmo tempo, ousado e prudente. Por isso, seu ethos é extremamente valioso.

Sugerimos três exercícios:

1 – Formular o pensamento de Einstein como morfológico.

2 – Acompanhar, lendo seu diário, como chegou à concepção de que o espaço “entorta” em um campo gravitacional. Protocola o brilhante processamento do métier (a geometria de Riemann, etc.) e o pensar morfológico extraordinário.

3 – Um dia, enquanto trabalhava, Einstein realizou que um homem em queda livre, não teria a sensação de seu peso (idem, p. 95). Formular este pensamento pela AM. Rastreá-lo pela PC de Whitehead. Observar sua extensão, reversão etc.

Este aspecto, constitui um Case Study para a aplicação do que denominamos “índice como indicador simultâneo”:

1 – O processamento foi possível pela extensão e reversão

2 – O objetivo pragmático dirigiu o processamento.

3 – O experimento pensamental foi composto a partir de elementos eferentes, processados anteriormente, partindo de elementos do métier, EBHs e estruturas posteriores, como elemento aferente.

Elementos da heurística de Albert Einstein serão ferramentas orientativas, no desenvolvimento da Teoria Instrumentalista do Brasil.

Edson de Melo (texto atualizado em agosto de 2011)
Anúncios