Partindo do postulado básico de toda ação humana, verbal, cognitiva ou prática-poiética, poder ser reduzida, ou formulada, por cinco princípios básicos, a estrutura dos acontecimentos que determinam, em grande parte, a perspectiva problemática da brasilidade, revela elementos e linhas gerais esclarecedoras.

Os hábitos cognitivos dos brasileiros permanecem anacronicamente vinculados aos princípios da Separação, Remoção e Aniquilação, característico de sociedades arcaicas e medievais, pré-iluministas.

Este é o gesto intuitivo, ou inerentizado, para solucionar situações conflitivas.

O conceito de Unificação, é invariavelmente aplicado como principio genérico. Frequentemente, relacionando juízos de percepção particulares e ideia de um mundo espiritual, absoluto.

Esta prática não foi desenvolvida no sentido de unir diferentes juízos de percepção.

Pelo contrário, a unificação de acontecimentos com a realidade absoluta, espiritual ou divina, incorre na necessidade de Separação de determinados componentes do mundo trans-subjetivo.

Mais uma vez, isto é, característicos de sociedades primitivas.

A sociedade brasileira sofre bastante com este fato.

Falta o processo cognitivo habituado e cultura da unificação, com seus subprincípios. Segundo Darell Mann, este deve ser o principio diretor no século XXI. Com o advento do primeiro liberalismo inglês-holandês (John Locke, Rudolf Thorbecke, etc.) ensaiou-se sua substituição pelos principio da cooperação pacifica e solidaria que tem na Socialidade (Gezelligheid) sua expressão mais desenvolvida.

Por conseguinte a prática habituada da população brasileira limita-se aos Princípios Genéricos da Divisão ou Separação e Exclusão ou Remoção.

No caso, o Principio da Multiplicação, ou seja, repetição de processos ou componentes bem sucedidos, é utilizada como principio ou meio acessório. Igualmente os princípios da Assimetria, no sentido de diferenciação e ressaltamento de qualidade produtivas individuais, além do Principio da Mediação, aparecem acessoriamente.

Por exemplo, compondo cortesia, diplomacia e todos os meios correlatos de ligar acontecimentos e relaxar tensões. Todavia, não são utilizados como prática habituada e tecnologia desenvolvida.

Tais relações e hábitos, esclarecem aspectos importantes dos modos cognitivos dos brasileiros e da realidade no país. Descreve e explica milhares de problemas do dia a dia.

Todavia, ressalta as potencialidades da “adequação incrementativa” como forma particular e desenvolvida de Unificação.  E a intensificação dos momentos sob este princípio, sugerindo imensa produtividade e efetividade, em sentido ao sistema de objetivos.

Edson de Melo
© Copyright 2014-2015 –
 Todos os direitos reservados