CONCEITO DA ATIVIDADE DIRETORA:

Baseia-se no fato de em toda ação intervir uma anterior que pela sua descrição, “explicação” ou execução, indica a atividade intencionada. Pois, ações seguem normalmente outras presenciadas, representadas, deduzidas, abduzidas etc.

Quando universalizada, a AD ganha abrangência e concisão. Todavia, perde o elemento kinestético que possibilita sua imitação ou aplicação direta, como em exemplos ou demonstrações. Individualizada, pode ser estendida, temporal-espacialmente. Entre os dois extremos encontram-se inúmeras possibilidades.

A maior independência e regularidade é alcançada quando formulada em conjunto de regras técnicas, referentes à atividade determinada, garantindo o resultado esperado, de modo intersubjetivo e o mais independente possível das condições atuais.

Leia mais sobre o tema na EPI-I.

CONCEITO DO ARTEFATO

Hugo Dingler

O artefato é o centro, ao redor do qual gira toda a civilização e ciência. Nesse sentido, o artefato desempenha papel essencial no processo científico. Instrumentos de medição e processamento, como o computadores, são imprescindíveis. Mais além, o artefato, como a concentração de saber e regras poiéticas, revela o princípio de ordem metódica, como formulado e desenvolvido por Hugo Dingler.

Na confecção de artefatos, como ademais em outras atividades, é necessária rígida seqüência de atos, para que o processo seja bem sucedido. Por exemplo, um ato simples como calçar sapatos e meias.

 

CONCEITO DA  POIESIS:

Thomas Edison

O conceito “poietik” tem originalmente a significação de fazer, realizar. Refere-se à ciência deste processo. O processo de realização, propriamente dito, é a poiesis. No “Simpósio” Platão distingue três tipos. Todavia, pouco interessou-se por aquela relacionada à técnica, vista por Aristóteles como habilidade poiética.

Aristóteles define a poiesis como ação com a finalidade determinada de confeccionar. Distingue-se da prática pelo fato desta ter mero sentido de ação, sem consideração de resultados.

Assim, a filosofia poiética estuda ações e processos relacionados à realização de artefatos. A distinção aristotélica de práxis e poiesis foi retomada pelo pragmatismo e operacionalismo. Mais recentemente, pelo construtivismo e culturalismo metódico. Em sua Filosofia da Técnica, M. Heidegger partiu igualmente desta distinção (V. Krisis der Poiesis. Schaffen und Bewahren als doppelter Grund im Denken, Würzburg, 1992).

Na perspectiva aplicativa, a pioiesis é a competência e técnica necessárias à realização. O lugar da necessidade de sequência determinada, organizada, em cadeia de ações. Ordem e sequência são determinadas pelo objetivo. Este aspecto assegura a intersubjetividade do processo que, invariavelmente, modifica as características espaciais das coisas.

Em nossa vida diária, conhecemos vários exemplos de atividades poiéticas. Peter Janich afirma que na vida cotidiana o homem continua sendo um artesão. Mesmo em atividades artísticas e científicas. Até mesmo parte da natureza são obras poiéticas. Pensamos a partir delas e em seu sentido.

A valorização deste aspecto apresenta duas perspectivas importantes como foram desenvolvidas na EPI-I.

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