Ciência e Epistemologia

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CURTA HISTORIA DA CIÊNCIA (para orientação global do leitor)

David Hume

a

Newton

Sob a perspectiva idealista, a Ciência inicia com a fundamentação da Lógica, por Platão, para proteger-se das investidas relativísticas dos Sofistas, principalmente Protágoras. Tentou estabelecer normas racionais, derivadas de princípios gerais e livres de toda sensualidade, a partir de puras idéias. Assim, a Lógica desempenharia o papel transcendental e normativo de ciência da Ciência, determinante de todas as outras.

Todavia, o conhecimento desenvolveu-se de modo mais ou menos espontâneo. Afastou-se daquela idealização absolutista, sem método unitário, mas com diferentes concepções, aplicáveis de acordo com a situação. O idealismo radical de Husserl, por exemplo, não reconhece este processo como Ciência genuína, do mesmo modo como não reconhece a ciência de culturas pré-socráticas, arcaicas.

Galileu

Em perspectiva realista, a Ciência inicia com Galileu sob uma, mais ou menos, sistemática confrontação de lógica e observação. B. Russell acrescenta as contribuições de Kepler, Kopérnico e Newton, como fundadoras. Paul Feyerabend quis mostrar como as descobertas de Galileu contaram com elementos criativos, propagandísticos e oportunistas, com o objetivo de impor sua teoria contra as concorrentes.

A relação entre Lógica e Ciência é intensivamente holística e diversificada. Isto verifica-se no empirismo de Aristóteles e, anteriormente, em Heráclito. Mais tarde, em Bacon, Hume e Mill, intervindo nas correntes modernas.

No século XVII os silogismos aristotélicos pareciam superados. Não eram mais condizentes com os modos científicos vigentes. Bacon investe contra eles. Desenvolve um Novum Organon, um método científico baseado na percepção de estruturas básicas (EBI), o chamado Empirismo, utilizando indução mais desenvolvida. Assim, surge o EMPIRISMO LÓGICO TRADICIONAL. Uma feição particular de Realismo. Sob esta perspectiva, aparece como elemento básico, diretor. Isto, ao menos, no que concerne ao desenvolvimento da Epistemologia no Ocidente. As outras posições parecem querer melhorá-lo.

Como sistema epistemológico central, serve de referência. As correntes representativas posteriores advêm dele. Ou tem de considerá-lo.

A Epistemologia ganha contornos modernos ao início do Século XX, através da Escola de Viena. A Teoria da Realidade e a Mecânica Quântica abalavam as bases de antigas convicções, exigindo novos questionamentos e reflexões. Este impacto transparece claramente em pensadores como Karl Popper e A. N. Whitehead.

A Epistemologia é a ciência que investiga a natureza do conhecimento científico e de sua prática. É sistema explicativo, orientativo e normativo da pesquisa científicas.

Seus desafios fundamentais são a caracterização do que seria o conhecimento científico, o questionamento da possibilidade ou necessidade de métodos, a determinação do grau de veracidade da teoria científica, além da relação entre as diferentes teorias e outras disciplinas. Assim, examina teorias científicas, seu surgimento, desenvolvimento, mudanças, além do modo de trabalho dos cientistas.

Ernst Mach

De modo mais específico, estuda o caráter e desenvolvimento de conceitos, proposições, hipóteses, argumentos e conclusões, com respeito a sua função na Ciência, os meios através dos quais o cientista prevê ou explica fenômenos, os modos de explicação, formulação, objetivo e estrutura dos métodos empregados, suas implicações, ilações, também de resultados, com respeito ao desenvolvimento de tecnologias.

A Epistemologia interage com as demais disciplinas, tentando generalizar os conceitos desenvolvidos. O objetivo é compor uma teoria homogênea, como fundamento para todas as formas de ciência. Compreende-se como matriz, tecendo, implicitamente, o paradigma no qual justifica-se como melhor e mais desenvolvido meio de obter conhecimentos.

Em seus inícios mais remotos, por exemplo, em Aristóteles,  tinha o caráter de conhecimento seguro através do conhecimento das causas. Esta visão predominou durante séculos. Mais tarde, Descartes pleitearia a necessidade de conhecimento seguro, a partir da autoconsciência do sujeito pensante, em sua capacidade de formar idéias claras. A experiência e observação teriam um papel secundário. Isto favoreceu o desenvolvimento das chamadas ciências analíticas, principalmente a Matemática que teria grande influência no desenvolvimento da Epistemologia. Em contrapartida, Francis Bacon daria relevância à observação com seu processamento indutivo. Um experimento crucial (instantia crucis) determinaria a validade da teoria.

Einstein

Enquanto os dois aspectos ressaltam a experiência e o pensar, talvez unilateralmente, Kant tentaria a síntese em seu idealismo transcendental.

A maioria dos cientistas não ocupou-se com questões epistemológicas. Todavia, Galileu Galilei, Isaac Newton e Albert Einstein, entre outros, participaram ativamente das discussões. Sua contribuição é imensa. Do mesmo modo, filósofos como Aristóteles, Descartes, John Locke, David Hume, Immanuel Kant e John Stuart Mill, marcaram seu curso, no Ocidente.

Copernico

Kepler

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Edson de Melo

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