Atividade Diretora

Atividade Diretora Kinestetica

Atividade Diretora Grafica

a

a

a

a

a

a

O caráter diretor de uma atividade, como por exemplo, a demonstração de como chutar a bola, viabiliza a inter e transsubjetividade, implicitamente, pelo seu potencial normativo. Daí, seu caráter transformativo. Isto pode ser aplicado pragmática-instrumentalisticamente.

Transcorre pela concentração de signos inter e trans-subjetivos. Na AD, determinadas estruturas organizam as ações, controlando e limitando a intervenção da subjetividade. Assim, uma de suas utilidades, como ferramenta, é a transformação do status de práticas, de subjetivas a trans-subjetivas.

Genericamente, toda transformação de status transcorre pela AD. Sua intervenção caracteriza e exemplifica este processo: quanto mais signos inter e trans-subjetivos concentrados, maior a probabilidade de sucesso na operação. Tais signos são diretores na AD.

A demonstração, por exemplo, nadar ou tocar o instrumento musical, é limitada temporal-espacialmente. Em contrapartida, uma bula ou manual, com status intersubjetivo, tem sua intervenção quase irrestrita.

Lacan

Através da televisão e Internet, a AD sensual assimila (canibaliza) as funções de bulas e manuais. A força trans-subjetiva de demonstrações é conservada, ganhando independência temporal-espacial.

Este fato observamos em cursos online, onde aprende-se Matemática, Física, ou um instrumento musical. Enquanto o instrutor demonstra o modo de tocar, o texto musical pode ser lido, com ajuda de indicações gráficas e explicações. O aluno tem acesso simultâneo a orientações kinestéticas, gráficas-icônicas e acústicas-indiciais.

Além do mais, o processo pode ser repetido, deliberadamente, com relevância ao detalhe particular. Em tais casos, integram-se, pela Internet, diferentes possibilidades de AD. O resultado é uma ferramenta de grande efetividade.

Atividade Diretora Sensual

Nesse sentido, é importante pensar a partir de cenários futuros, para novas possibilidades de desenvolvimento e aplicação de ADs. Em casos onde a relação entre AD e o acontecimento é mais complexa, por exemplo, na relação da melodia com os demais elementos musicais, a AD sugere uma relação estrutural intersubjetiva entre os elementos constituintes do acontecimento. No caso, a relação entre figuras rítmicas, timbres, acordes etc.

a

Pintando a intersubjetividade

a

Esta intersubjetividade é compreendida pela formulação do acontecimento como estrutura de interferências para ressaltar seu status intersubjetivo. Nesse sentido, o acontecimento musical é o exemplo adequado. Pode-se identificar a interferência de metro, andamento, compasso, ritmo, melodia, harmonia, formação de timbres etc., até o complexo acontecimento, como sintetização dos componentes.

a a a a Edson de Melo (atualizado em agosto de 2011)