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Uma breve história da Estética
Será importante para compreender os modos cognitivos dos brasileiros.

Em sentido mais amplo, Estética é a disciplina filosófica que propõe que a ação *poiética não seja derivada da “natureza”, instintiva ou advinda do meio-ambiente. Deve articular-se autonomamente, a partir de uma teoria. Desse modo, pode ser revisada e desenvolvida.

Na visão de M. Horkheimer, o Esteticismo consiste em modo de agir que sob atividade artística, distingue-se da “razão instrumentalizada”, como é praticada, principalmente, nas Ciências Exatas (V. F. Brie, Ästhetische Weltanschauungen in der Literatur des 19. Jahrhunderts).

Todavia, corre-se o perigo de ressaltá-la exageradamente: “Apenas como fenômeno estético são a vida e o mundo justificáveis (F. Nietzsche, Werke I, Ed. K. Schlechta, München, p. 40)”.

Em sentido mais restrito, Estética aparece já em Platão, como “mimesis” (V. Büttner, ….).

Em Aristóteles a mimesis tem o sentido de imitação de situações de vida, em vez da fiel reprodução. Exige que a Arte seja livre de objetivos pragmáticos.

Para os mais cultos deveria existir uma teoria que oriente a produção e recepção de obras de arte. Na Idade Media surgem reflexões sobre o conceito metafísico da beleza, como imanente propriedade das coisas. Augustinus é uma das fontes principais desta tendência.

A vinculação da Estética ao desenvolvimento das artes foi operada pelo Romantismo. Ai, acentua-se a necessidade de autonomia das Artes e da Estética. Isto constitui importante pressuposto para a Estética Moderna. Onde latente consciência da decadência une-se ao desejo de renovação do modo de viver. Por exemplo, no Simbolismo Europeu, Arts and Crafts Movement, Art Nouveau.

A partir de 1890 pode-se falar de uma Estética orientada semioticamente, concentrada em ações verbais. Pois é inicialmente a partir delas formas artísticas tornam-se possíveis.

No momento inicial de tudo que é Linguagem vê-se um “estado estético” (V. Nietzsche, Werke III, p. 753 e Mitelstrass, Vol. I, p. 200).

Com a crescente tecnização da sociedade, a função da Estética é substituída pelas reflexões de artistas e artesões. No Brasil, tais reflexões são confundidas com uma “Estética”. Assim, fala-se da Estética particular de cada artista, produção ou corrente. (V. Mitelstrass, Vol. I, p. 191)

Primeiros impulsos esteticistas vêm do Renascimento Italiano, quando a Arte emancipou-se dos Canons religiosos e de sua ligação ao trabalho em Conventos ou artesanatos das cidades.

O moderno Esteticismo advém do Romantismo, por exemplo, em Friedrich Schlegel e Chateaubriand. Simbolicamente teve seu inicio em 1834, no prefácio do romance Mademoiselle de Maupin, de Théophile Gautiers.

Ai, o autor esboça a teoria da l’art pour l’art : Arte tem de ser completamente destituída de finalidades. Evita todo tipo de engajamento social ou politico. Apenas na perfeição de suas produções tem seu sentido. Tudo que é útil, direcionado por objetivo, é feio. Esta concepção encontra-se em Aristóteles.

Todavia aceita que sirva ao relaxamento e diversão. (V. Mitelstrass, Vol. I, p. 192). Igualmente, encontra-se ai elementos medievais.

No pós-modernismo encontra-se exemplo de estetização genérica da ciência e politica.

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* TB – Teoria do Brasil
Edson de Melo
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* veja também: Poiética – Poiesis – Prática – Semiótica 
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